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A cavalaria dentro e ao redor da Bruxelas medieval

A cavalaria dentro e ao redor da Bruxelas medieval

A cavalaria dentro e ao redor da Bruxelas medieval

Por Mario Damen

Journal of Medieval History (2017)

Resumo: Países, o distrito administrativo de Bruxelas, conhecido como o Ammanie, no século XV. Uma identificação sistemática de todos os cavaleiros (ao invés de uma seleção) nos permite corrigir a imagem de Huizinga e a de outros, mais recentes, historiadores da nobreza medieval tardia como um grupo social em decadência. Além disso, este estudo de caso contribui para os debates em curso sobre a posição e o status da cavalaria medieval tardia. Em primeiro lugar, os dados permitem avaliar o impacto das políticas da Borgonha na relevância social, política e militar da cavalaria de Brabante. Em segundo lugar, é dada atenção especial às suas posses feudais, em particular senhorios e residências fortificadas, a fim de estabelecer a estratificação dentro da cavalaria. Finalmente, o status e a posição dos estandartes dentro da cavalaria brabantina são destacados, uma vez que eles desempenharam um papel crucial como intermediários entre o duque de Brabante e as elites urbanas de Bruxelas.

Introdução: A nobreza medieval era uma categoria social muito diversa e heterogênea. Essa diversidade também se reflete na terminologia que os historiadores usam para descrever ou definir segmentos da nobreza. Historiadores alemães, por exemplo, usam termos como Hochadel, Ritteradel, Niederadel, Turnieradel, Kleinadel ou Stadtadel. É claro que esses termos não são encontrados nas fontes, mas são invenção dos historiadores para descrever segmentos da nobreza. O mesmo é verdade para um par de termos frequentemente usados ​​na historiografia francesa: alta nobreza e petite noblesse, ou, para o século dezesseis, noblesse d'épée e noblesse de robe.

Na Inglaterra, os historiadores fazem uma distinção entre o nobreza, que consiste nos pares do reino, e o gentry, que é composta por cavaleiros, escudeiros e cavalheiros. A pequena nobreza é, como Peter Coss afirma em seu livro sobre as origens dessa categoria social, um construto ou uma categorização dos historiadores; não é baseado em percepções contemporâneas. Nas últimas décadas, surgiram muitos estudos nacionais e regionais sobre a nobreza que tentaram fundamentar todos esses rótulos diferentes.

Alguns autores até tentaram comparar diferentes "nobilidades", como Jonathan Dewald e Martin Aurell fizeram em 1996 em suas pesquisas sobre a nobreza europeia, embora em um intervalo de tempo diferente. No entanto, o que Dewald e Aurell contam e comparam em seus livros são reconstruções das nobilidades em toda a Europa. Seus resultados podem ser explicados principalmente pelas diferenças na natureza e composição da nobreza nesses diferentes países e regiões.


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