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‘A revolta dos medievalistas’: direções em pesquisas recentes sobre o renascimento do século XII

‘A revolta dos medievalistas’: direções em pesquisas recentes sobre o renascimento do século XII

‘A revolta dos medievalistas’: direções em pesquisas recentes sobre o renascimento do século XII

Por Leidulf Melve

Journal of Medieval History, Vol.32: 3 (2006)

Resumo: Este artigo historiográfico contém duas partes básicas. Primeiro, ele discute abordagens recentes do renascimento do século XII nas últimas duas décadas, concentrando-se em alguns temas selecionados. Esses temas derivam basicamente da noção de renascimento de Charles Homer Haskins e incluem individualismo, racionalidade, secularização e a questão da emergência de uma 'mentalidade crítica'. Deste ponto de partida, o artigo aborda a questão da inovação temática em relação ao renascimento do século XII. A segunda parte do artigo discute o efeito da chamada virada linguística nos estudos do Renascimento em geral e no Renascimento do século XII em particular. Em conclusão, algumas sugestões para pesquisas futuras são destacadas.

Introdução: Desde que Wallace K. Ferguson contribuiu para fazer da "revolta dos medievalistas" um slogan para o ataque dos medievalistas à modernidade do renascimento italiano de Jacob Burckhardt, a questão do "renascimento" ou "renascimentos" tem sido muito discutida. Desnecessário dizer, Charles Homer Haskins e seu O renascimento do século XII desempenhou um papel importante na apresentação de Ferguson da revolta. Entre o esboço historiográfico de Ferguson de "cinco séculos de interpretação" de 1948 e a atual ênfase na "alteridade" na pesquisa medieval, as abordagens ao renascimento do século XII se desenvolveram imensamente. O meio século que se passou desde a caracterização muito citada de Ferguson não só viu uma explosão virtual de pesquisas sobre o renascimento do século XII, mas também sentiu as implicações metodológicas da chamada "virada linguística".


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