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Retórica ciceroniana e a arte da hagiografia francesa medieval

Retórica ciceroniana e a arte da hagiografia francesa medieval

Retórica ciceroniana e a arte da hagiografia francesa medieval

Por Kathryn Hill McKinley

Dissertação de PhD, University of Maryland, 2007

Resumo: Na vida dos santos, é claro que a hagiografia medieval reflete a afirmação: “A Antiguidade teve uma vida dupla na Idade Média: recepção e transformação”. Os poemas vernáculos das virgens mártires (Clemence of Barking’s A Vida de Santa Catarina e as vidas anônimas de Santa Inês e Santa Bárbara), bem como as biografias em prosa das Beguinas (Jacques de Vitry A Vida de Marie d'Oignies e Philippine de Porcellet's A Vida de Santa Doucelina) são testemunhos desse processo, pois revelam perspectivas medievais sobre tópicos como religião e aprendizagem pagã. A hagiografia dos séculos XII a XIV apresenta uma visão privilegiada de uma sociedade que se define contra o passado.

A hagiografia medieval é um produto de escritores treinados ou de alguma forma familiarizados com os tratados da tradição retórica ciceroniana que eram os livros-texto padrão da época. Embora muitas vezes rejeitadas por suas semelhanças, essas obras devem ser cuidadosamente consideradas pelos estudantes de literatura francesa, dado o seu cumprimento preciso de preceitos que governam sua estrutura e conteúdo. Simplificando, a retórica já representou toda a crítica literária, e não se pode ler esses textos sem uma apreciação por esse fato. Uma análise retórica desses textos destaca seu valor literário e ilustra seu papel na história das idéias.


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