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Bibliografia O Japão e os japoneses em trabalhos impressos na Europa no século XVI

Bibliografia O Japão e os japoneses em trabalhos impressos na Europa no século XVI

Bibliografia O Japão e os japoneses em trabalhos impressos na Europa no século XVI

Por João Paulo Oliveira e Costa

Boletim de Estudos Luso-Japoneses, No.14 (2007)

Introdução: O Japão estava praticamente isolado do resto do mundo quando os primeiros portugueses aí desembarcaram, em 1543. Na Europa, sabia-se apenas que além da China havia uma enorme ilha, Cipango, habitada por pagãos que tinham sido capazes de resistir aos ataques dos mongóis, os conquistadores da China. No entanto, a localização de Cipango não coincidia com a do Japão: o sul do arquipélago fica aproximadamente a leste da Coreia e no extremo oeste da China, mas geógrafos europeus colocaram Cipango em frente às províncias do sul do Império Médio e no meio do oceano, ao invés de uma curta distância do continente. Ao lado dessas informações verdadeiras, porém imprecisas, circulavam outras informações mais fantasiosas, que haviam sido recolhidas por Marco Polo na costa do Império Celestial, mas que não representavam nenhum tipo de conhecimento prático da terra do Sol Nascente e seus habitantes . Na Índia, e mesmo no leste da Ásia, pouco se ouviu falar das ilhas do Sol Nascente, que parecia ter sido eclipsado pelo arquipélago Ryukyu, cujos habitantes agiam como intermediários entre os japoneses e o exterior. É, pois, compreensível que durante os 45 anos entre a chegada de Vasco da Gama a Calecute e o aparecimento de Nanban em Tanegashima, apenas um autor português, Tomé Pires, tenha feito referência ao Japão. O facto de a notícia divulgada por Pires não se ter repetido é certamente um bom exemplo de quão pouco se sabia sobre o país pelos asiáticos. As relações entre a Europa e o Japão não começariam antes de 1543.


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